Pode parecer uma grande novidade, mas os pisos monolíticos já são utilizados
no Brasil desde as décadas de 1960 e 1970, em edifícios de uso público e
coletivo. A diferença é que agora existem mais possibilidades,
inclusive para ambientes residenciais, devido à característica líquida do
produto.
É importante destacar que a aplicação do material pode ser realizada de
diversas formas e ter, consequentemente, resultados distintos. Os pisos
conhecidos popularmente como ‘porcelanato líquido’ são à base de poliuretano ou
epóxi, em forma de resina ou tinta. É o seu aspecto final, liso e brilhante,
que encanta os consumidores que sonham em renovar o visual da casa sem a necessidade
de qualquer quebra-quebra.
(Imagem
divulgação site ‘Repoxi‘)
Os pisos autonivelantes são indicados para as áreas onde se necessita de
mais resistência, durabilidade e baixo custo de manutenção. Neste critério,
enquadram-se, principalmente, as indústrias, os laboratórios, os
estacionamentos de veículos, os edifícios públicos e os pátios. Mas, atualmente,
vê-se este material empregado também em ambientes médicos, em cozinhas
industriais e em residências. Pode-se usá-los em conjunto, por exemplo, com os
pisos térmicos, em residências nas localidades de clima mais
frio.
Mas as possibilidades de aplicação para este tipo de piso vão muito mais
além. Seu sistema de composição, em multicamada, permite uma personalização
ainda maior do revestimento. Pode-se criar um piso artístico, com figuras
planas ou em 3D, sobre a cor sólida do fundo e sob um tipo de resina
transparente. O efeito visual fica incrível. Diversas empresas já trabalham com
esta linha decorativa, que utiliza a aplicação de adesivos com diferentes
desenhos e composições juntamente da resina líquida.
(Imagem
divulgação site ‘Limpadora
Globo Limp‘)
A limpeza e a regularização do piso, antes da aplicação do material
resinado, é o momento mais importante da preparação da superfície. Deve-se
certificar de que não há resíduos de gordura, de partículas soltas e nem
umidade. Após emparelhar qualquer irregularidade, como rejuntes e trincas, a
aplicação do produto é fácil e rápida – recomenda-se o uso de equipamentos de
proteção individual. Após seguir todos os passos indicados pelo fabricante e
esperar o período de secagem, o resultado final é uma camada homogênea,
monolítica.
Os pisos autonivelantes podem ser feitos em diversas cores. Em poliuretano é
disponibilizado apenas nas cores branca, bege e cinza e não possibilita a
criação de desenhos. Já em epóxi há uma variedade maior e mais
resistência química e mecânica. Mas o bom é que pode-se aplicar ambos sobre
pisos existentes. A espessura final fica em torno de três milímetros – em pisos
regularizados. Em locais onde não é possível este aumento de nível,
a dica é utilizar as tintas com base em epóxi, que formam esta mesma camada
lisa e brilhante, sem acrescentar muita espessura.
(Imagem
divulgação site ‘Soluções Industriais‘)
A utilização do sistema de pisos autonivelantes traz muitos benefícios à
obra. A ausência de entulhos é a maior vantagem. Além disso, é uma solução
simples contra abrasão, rugosidades, fissuras e acúmulo de sujeiras, bactérias
ou fungos. Sua manutenção é fácil, com detergente neutro e cera líquida.
Todos os ambientes, tanto em áreas internas ou externas, no qual recebem
este tipo de piso, transmitem a sensação de conforto e amplitude.
Isto, principalmente, por não apresentar emendas. Cobrindo antigas
cerâmicas, pedras naturais ou contrapiso, não importa. A tecnologia dos pisos
autonivelantes é uma boa solução.
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