Prefeitura delimita área de Parque Tecnológico - Cadernos - Diário do Nordeste
Yohanna Pinheiro - Repórter
Os empreendedores identificados pela Prefeitura com perfil para se instalar no parque receberão abatimento de até 60% do Imposto Sobre Serviço (ISS) e até 100% do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis Inter-Vivos (ITBI), de acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Fortaleza, Robinson de Castro.
O titular apontou que não será necessário, em um primeiro momento, realizar desapropriações para permitir que negócios sejam instalados na região. "Se houver necessidade e existirem propriedades em áreas de interesse público nessa poligonal, aí sim podem ser realizadas desapropriações", explicou Castro. Ele avalia que a medida contribuirá para tornar a Capital um hub de telecomunicações.
"Dada a nossa localização geográfica privilegiada (para a instalação de um hub de telecomunicações), a população poderá ter acesso a uma internet mais rápida e mais barata, além de também serem atraídos novos negócios para a cidade que utilizam a transmissão de dados", ressaltou o secretário. "Fortaleza se propõe a ser um polo de tecnologia, voltado para o armazenamento e transmissão de dados".
Potencial
Com expectativa de abrigar 18 cabos submarinos de fibra óptica, Fortaleza desponta como importante ponto de transferência de dados de alto tráfego de informações, conectando o País à América do Norte, América Central, Europa e África. No mês passado, foram iniciadas a construção do empreendimento que reúne o centro de processamento de dados (data center) da Angola Cables e a estação de cabos submarinos de fibra ótica na Praia do Futuro.
Os equipamentos irão conectar as partes submarina e terrestre dos sistemas de cabos Monet, previsto para entrar em operação até o primeiro semestre de 2017, e Sacs (South Atlantic Cable System), que deverá operar em 2018. Já o centro de processamento e armazenamento integrado no sistema de cabos funcionará, a partir do primeiro semestre de 2017, na área de três mil metros quadrados cedidos na região por meio de parceria com a Prefeitura.
Obra que se encontra em estágio mais avançado, o cabo Monet interligará Miami, Fortaleza e Santos, terá mais de dez mil quilômetros e capacidade de comunicação de pelo menos 60 terabytes por segundo (Tbps), em seis pares de fibra, sendo duas da Angola Cables. Além da empresa africana, o cabo também conta com aportes do Google, da Antel (Uruguai) e da Algar Telecom (Brasil).
O cabo Sacs, por sua vez, vai ligar Fortaleza à Luanda, em Angola, por meio de um cabo submarino de fibras óticas de cerca de 6 mil quilômetros. Com implementação prevista para 2017 e operação para o ano seguinte, a obra terá capacidade de comunicação de pelo menos 40 Tbps e será um investimento 100% da Angola Cables.
Oportunidades
Além dos projetos da Angola Cables, outros cabos também estão sendo prospectados para a Capital cearense. Em junho, a empresa chinesa Huawei fez uma primeira visita à Fortaleza e apresentou a intenção de trazer um cabo da China, passando por Camarões, na África. Outro projeto, mais avançado, trará um cabo interligando a Kribi, no Camarões. A empresa Camtel já se planeja para iniciar a execução, mas não há previsão.
Ainda em processo de planejamento, representantes da portuguesa Telebrasil visitaram a Capital em maio em busca do local exato onde deverá ficar o cabo que ligará Fortaleza à Lisboa. Há ainda outros projetos em estudo, como o de um cabo que ligaria a capital a Nova York, nos Estados Unidos, e outro também ao país, via América Central.
Amazon
O Estado do Ceará ainda prospecta a vinda de um data center da Amazon, uma das maiores empresas de e-commerce do mundo, conforme o Diário do Nordeste publicou com exclusividade no dia 9 de junho. A Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) negocia com a multinacional norte-americana a chegada de programas educacionais de fomento ao empreendedorismo, que podem envolver a implantação do centro na Capital cearense.





















