domingo, 17 de julho de 2016

Confira dicas para combinar a cama com o criado-mudo



Confira dicas para combinar a cama com o criado-mudo | IW Sua Casa

Gosta de um quarto aconchegante e com bastante tranquilidade para relaxar depois de um dia cheio no trabalho? Então você veio ao lugar certo, para receber umas dicas bem bacanas de como combinar a cama com o criado-mudo. Pode parecer que não, mas essa combinação harmônica é altamente favorável, não somente para o sono, mas para a organização em geral do cômodo e dos seus itens pessoais, por exemplo. Essa combinação não é nenhuma complicação, se é assim que podemos dizer, por isso, analisar as dicas e pensar em algo legal e agradável para o quarto é simples. Por isso, comece o quanto antes.
Tudo vai depender, também, do estilo da pessoa. Seja você alguém mais discreto, clássico, moderno ou jovem, algum estilo vai combinar com você e te agradar. E não necessariamente a combinação precisar unir duas cores parecidas ou iguais. Por muitas vezes, a combinação se trata de algo bonito e que pode compor esteticamente, usando duas cores distintas, dois tipos de móveis, duas ideias totalmente diferentes… E é isso que viemos apresentar aqui: ideias para todos os gostos, gêneros e pessoas. Olha só como é possível fazer combinações legais do seu criado-mudo com a cama.

Decoração casadinha
Essa é uma decoração para pessoas mais tradicionais e que gostam de uma combinação mais simples e sem tantos segredos. Se a cama é de madeira, o criado-mudo vai ser de madeira, no máximo, de um tom diferente, mas a decoração tem por base manter tudo igual. Como dissemos, isso não é errado, apenas são gostos e jeitos diferentes de explorar um cômodo segundo o gosto dos “habitantes” do quarto. A decoração casadinha pode ser “quebrada” com um papel de parede diferente na parte de trás.





Decoração diferente
Para quem gosta de pensar diferente e tentar algo mais ousado para o quarto, aqui vão ótimas sugestões para tornar o seu cômodo exclusivo e bem personalizado. Se a sua cama tiver um estilo mais contemporâneo, por que não apostar em um criado-mudo mais retrô e diferenciar bastante o estilo? Você também pode ter uma cama retrô e apostar numa peça de canto mais moderna. Ousar também em cores, buscando algo mais forte para o criado-mudo e algo mais sóbrio para a cama… Tudo isso é válido na decoração e os resultados são ótimos.




Mudando um pouco, mas mantendo o padrão
O criado-mudo pode fazer uma combinação mais suave, como indicamos no primeiro parágrafo, usando cores parecidas e fazendo algo casadinho, mas nem tão forte, se é assim que possamos dizer. Um tom de madeira mais claro, uma cor de outra tonalidade pode ajudar bastante na hora de compor a decoração e a combinação do criado-mudo com a cama. É uma ideia mais tradicional, mas fica bom do mesmo jeito.



 

sábado, 16 de julho de 2016

Diferença entre área útil, privativa e total de um imóvel


Entenda definitivamente a diferença entre área útil, privativa e total de um imóvel - Portal Marketing e Publicidade Imobiliária
Beview



Captar um imóvel para venda e disponibilizar suas informações em um anúncio na internet, em teoria, é uma tarefa simples. De posse dos documentos atualizados da casa ou do apartamento que será ofertado para venda ou locação, basta preencher os dados que, automaticamente, informações e metragens estarão disponíveis no site, portal, aplicativo ou outro canal que você ou sua imobiliária utilizem.

Mas, infelizmente não é bem assim que ocorre, pois, muitas vezes, no momento da captação ou do agenciamento não são levados em conta dados muito importantes para quem está buscando um imóvel na internet: as áreas de convívio e de utilização do imóvel.

Se você já consultou um imóvel em oferta e não entendeu porque no anúncio não aparece a metragem ou constam mensagens como ‘não informado’ ou ‘não disponível’, a explicação é simples: essas informações não foram consideradas no cadastro.
Para que você não passe mais por tal situação, que pode gerar desconfiança em quem está analisando o seu anúncio, fique atento às diferenças apresentadas abaixo:

Área útil: chamamos de área útil as medidas que determinam o espaço interno do imóvel, aquele que é medido a partir do piso, sem contar as paredes. Ela indica o quanto do espaço da construção será utilizado pelos moradores. Espaços como varandas, depósitos ou áreas externas, por exemplo, não entram na conta da área útil, e essa informação é realmente importante para quem pretende entender quanto da sua construção será destinada para o dia a dia.

Área privativa: é a soma das metragens – agora incluindo as paredes – com aquelas em que o morador têm acesso com exclusividade, como vagas de garagem e depósitos (no caso de apartamentos) ou piscinas e áreas de lazer se for uma casa.
Em condomínios verticais ou horizontais, ainda se utiliza as áreas comuns para falar dos espaços comunitários, utilizados por todos como hall, playground, piscina e demais áreas de lazer e convívio.

Área total: esta sim é a soma de todas as áreas do imóvel. É chamado de área total tudo aquilo que está dentro do terreno, ou do apartamento, contornados ou não por muros. Por isso essa a única área possível para lotes por exemplo.
Quase todo software imobiliário pede a metragem dessas áreas. Na falta de informações, o corretor ou quem estiver preenchendo o cadastro, coloca o valor da área total em todos os campos, o que pode fazer com que um possível interessado tenha dúvidas ao invés de certezas na hora de avaliar o seu imóvel.


Espero que tenhamos ajudado você a entender um pouco mais sobre as diferenças que existem entre os tipos de área de um imóvel. Porém, existem diferenças de nomenclaturas de região para região. Se você conhece outra forma de denominar essas áreas, compartilhe nos comentários.

Por: Denis Levati
publicidadeimobiliaria.com

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Como funciona o usufruto de imóveis - Portal Marketing e Publicidade Imobiliária


Mercado Imobiliário - Direito Imobiliário

A doação com usufruto é feita pelo proprietário do imóvel ainda em vida para garantir renda ou moradia a alguém, mas tendo a garantia que o beneficiado não poderá vender o bem ou expulsá-lo de lá. O usufrutuário detém, desde então, todos os direitos sobre o imóvel. Veja as dicas do advogado especialista em Direito Imobiliário, Hamilton Quirino, e saiba o que fazer – ou não – em caso de usufruto.

Passo a Passo
1- É possível predeterminar um período de usufruto?
A reserva de usufruto pode ser feita em um período determinado. Quando este termina, a cláusula de usufruto perde a validade.

2- Como fazer o procedimento?
A doação com reserva de usufruto é feita no cartório. O usufruto pode ser instituído também no testamento. Por exemplo, para evitar briga de inventário, o casal já doa seus bens em vida, como reserva de usufruto a eles próprios ou um parente. Quem quer que tenha recebido a doação, é o nu-proprietário.

3- Venda ou aluguel
Quem recebe a doação é o dono parcial e não pode vender ou alugar sem o consentimento do usufrutuário (quem tem o direito de usufruir do imóvel). E é este quem tem o direito de receber o dinheiro do aluguel. Se um apartamento locado está sob estas condições e o usufrutuário morrer, o contrato continua válido. O que muda é que agora o nu-proprietário passará a ser o proprietário total e receberá os aluguéis.

4- Herdeiros diretos
Doação é um ato de vontade. Os herdeiros diretos não podem contestar o bem, exceto se seus 50%, de direito, forem doados. Por exemplo, pais que brigaram com o filho decidem doar o único imóvel que têm a um sobrinho. Quando morrerem, o filho legítimo pode contestar na Justiça, pois os pais só podem dispor de 50% dos seus bens a quem quiserem. Nesse caso, o herdeiro direto pode requerer sua metade de direito.

5- Em caso de morte do nu-proprietário
Se o nu-proprietário morrer, o herdeiro direto dele receberá o direito à doação e deverá respeitar o usufruto. Por exemplo, se um pai viúvo doou um imóvel a um filho único com direito a usufruto próprio e este filho morre, o herdeiro dele terá o direito ao imóvel, devendo respeitar o direito de usufruto do avô.

6- Em caso de morte do usufrutuário
A reserva de usufruto é personalista. Se o usufrutuário morre, o nu-proprietário passa a ter o total direito sobre o imóvel, podendo vender se quiser. Os herdeiros do doador, ou seja, do usufrutuário, não têm direito sobre o bem.

7- Restrições
O usufrutuário não pode vender o imóvel e deve conservá-lo. Ele deve usar como se fosse dele, devendo pagar todas as taxas. Se ele deixa de pagar o condomínio, a ação é movida contra ele e o nu-proprietário.

8- Cancelamento de contrato
É possível revogar a concessão de usufruto. É só voltar ao cartório e desfazê-lo. Os impostos não serão cobrados, mas as custas dos atos no cartório, sim.

Renove sua casa com almofadas novas | IW Sua Casa


Alguns itens são muito legais para a decoração por diversos motivos: são curingas, podem ser usados em mais de um ambiente, têm variações de cores e modelos e todo mundo gosta. Parece ser impossível achar algo assim com tanta facilidade, mas se pararmos para pensar bem, que tal falar sobre as almofadas? Elas se encaixam exatamente nessas descrições que falamos e você pode usá-las de diversas maneiras, deixando a sua casa ainda mais apaixonante.
Elas são ótimas até para quem quer dar uma renovada em casa e não sabe como fazer isso gastando pouco dinheiro. Para resolver essa situação, vamos dar algumas dicas bem bacanas e deixar a sua casa incrivelmente bonita. As almofadas novas podem ter diversas funcionalidades nas salas, quartos, varandas… Quer ver só? Acompanhe:

Almofadas novas na sala
Seu sofá não está mais do jeito que você gosta? Está com aparência de velho e sujo? Primeiramente, que tal fazer uma boa higienização, como já tratamos nesse texto aqui, além disso, você pode cobri-los com colchas e mantas, como também falamos nesse texto aqui. E, para finalizar, que tal algumas almofadas novas? Com o destaque para elas, você disfarça o sofá antigo, dá uma nova cara para o ambiente e ainda por cima, gasta pouco. É uma solução incrível, né?




Almofadas nos quartos
Principalmente em camas de casal, as almofadas estão ganhando cada vez mais espaço. Elas podem fazer um jogo muito bonito no que se refere a parte de conforto, para assistir aquela tv à tarde, ler um bom livro ou simplesmente relaxar, além da parte estética. Algumas almofadas para camas são bem especificas, até no tamanho e dão um novo tom para a decoração do quarto.




Almofadas na varanda
Aqui são para aqueles espaços que surgem cada vez mais nos apartamentos. Uma varanda maior para estimular o lazer das pessoas e não pode faltar almofadas nessa decoração. Uma ideia bem legal é reproduzir um sofá de futons, que são almofadas mais resistentes e quadradas. Além disso, você também tem a possibilidade de incrementar cadeiras com as almofadas e dar mais conforto e beleza ao local.



 


O que é Gentrificação e por que você deveria se preocupar com isso


Emannuel Costa

Para entender gentrificação imagine um bairro histórico em decadência, ou que apesar de estar bem localizado, é reduto de populações de baixa renda, portanto, desvalorizado. Lugares que não oferecem nada muito atrativo para fazer… Enfim, lugares que você não recomendaria o passeio a um amigo.
Imagine, porém, que de um tempo para cá, a estrutura deste bairro melhorou muito: aumentou a segurança pública e agora há parques, iluminação, ciclovias, novas linhas de transporte, ruas reformadas, variedade de comércio, restaurantes, bares, feiras de rua… Uma verdadeira revolução que traria muitos benefícios para os moradores da região, exceto que eles não podem mais morar ali.
É que, depois de todos esses melhoramentos, o valor do aluguel dobrou, a conta de luz triplicou e as idas semanais ao mercadinho da esquina ficaram cada vez mais caras, ou seja, junto com toda a melhora, o custo de vida subiu tanto que não cabe mais no orçamento dos atuais moradores. E o mais cruel de tudo é perceber que, enquanto o antigo morador procura um novo bairro, pessoas de maior poder aquisitivo estão indo morar no seu lugar.
Talvez você já tenha passado por essa situação. Mas, se não passou, deve imaginar que é a história de muita gente. E o nome dessa história é gentrificação.


Gentri o quê?
Gen-tri-fi-ca-ção. Vem de gentry, uma expressão inglesa que designa pessoas ricas, ligadas à nobreza. O termo surgiu nos anos 60, em Londres, quando vários gentriers migraram para um bairro que, até então, abrigava a classe trabalhadora. Este movimento disparou o preço imobiliário do lugar, acabando por “expulsar” os antigos moradores para acomodar confortavelmente os novos donos do pedaço. O evento foi chamado de gentrification, que numa tradução literal, poderia ser entendida como o processo de enobrecimento, aburguesamento ou elitização de uma área… Mas nós preferimos ficar com o aportuguesamento do termo original.

Como funciona?
Um processo de gentrificação possui bastante semelhança com um projeto de revitalização urbana, com a diferença que a revitalização pode ocorrer em qualquer lugar da cidade e normalmente está ligada a uma demanda social bastante específica, como reformar uma pracinha de bairro abandonada, promovendo nova iluminação, jardinagem, bancos… E quem se beneficia da obra são os moradores do entorno e, por tabela, a cidade toda.
A gentrificação, por sua vez, se apoia nesse mesmo discurso de “obras que beneficiam a todos”, mas não motivada pelo interesse público, e sim pelo interesse privado, relacionado com especulação imobiliária. Logo, tende a ocorrer em bairros centrais, históricos, ou com potencial turístico.
O processo é bastante simples: suponha, que o preço de venda de um imóvel num bairro degradado seja 80 mil. Porém, se este bairro estivesse completamente revitalizado, o mesmo imóvel poderia valer até 200 mil. Há, portanto, uma diferença de 150% entre o valor real e o valor potencial do mesmo imóvel, certo? Agora imagine qual seria o valor potencial de um bairro inteiro?
É exatamente nesta diferença entre o potencial e o real, que os investidores imobiliários enxergam a grande oportunidade para lucrar muito investindo pouco. Mas para que tudo isso se concretize, é necessário que haja um outro projeto, o de revitalização urbana, e este, sim, é bancado com dinheiro público, ou através de concessões públicas. Os governantes também costumam enxergar no processo de gentrificação uma grande oportunidade: de justificar uma obra, se apoiar no interesse privado da especulação imobiliária para promover propaganda política de boa gestão.

E aonde acontece?
Em muitos lugares. Talvez seja possível dizer que toda cidade grande possui, no mínimo, um caso para estudo. Evidentemente existem alguns exemplos mais clássicos, em virtude da fama e influência que algumas cidades possuem, ou por conta do contexto histórico envolvido. Vamos destacar rapidamente dois deles:
1. Williamsburg (Nova York, EUA)



Até meados da década de 1990, Williamsburg era apenas mais um bairro residencial do distrito do Brooklyn, cujo único atrativo era sua paisagem – o famoso skyline da Ilha de Manhattan. Foi nessa época que artistas e artesãos locais migraram para o bairro em busca de aluguéis baratos e boa localização. Este movimento se intensificou até virar um dos maiores casos de gentrificação que se tem conhecimento: hoje, é um dos bairros mais badalados do mundo, que dita algumas das referências de moda, música, arte e gastronomia da sociedade ocidental. O processo foi tão grande que alguns dos próprios gentrificadores, precisando fugir do alto custo de vida, se mudaram para o bairro vizinho, Bushwick, que atualmente passa um processo quase idêntico ao de Williamsburg no começo dos anos 2000.
2. Friedrichshain (Berlim, Alemanha)


Após a queda do muro de Berlim, houve uma grande migração dos moradores de bairros da parte oriental – como Friedrichshain, para a parte capitalista da cidade, em busca de emprego, vida moderna e habitação confortável. Este fato abriu oportunidade para que a área, abandonada, fosse ocupada por imigrantes turcos, punks e artistas, em sua maioria jovens e pobres, e essa mistura naturalmente transformou o lugar em um grande fervilhão alternativo, criando uma subcultura de diversas tribos e origens, que hoje promove gastronomia, arte e entretenimento de alto padrão, atraindo berlinenses, turistas do mundo inteiro e é utilizada pelo próprio governo como marca turística.
Obviamente, este fenômeno trouxe um assombroso encarecimento do custo de vida e um acelerado processo de gentrificação: o caso berlinense foi tão violento que o parlamento alemão criou uma lei proibindo bairros com altos índices de gentrificação subirem os preços dos aluguéis mais do que 10% acima da média da região. A lei vem sendo aplicada em Berlin desde Maio de 2015, e em breve também será institucionalizada em outras cidades alemãs.
Há ainda vários outros casos famosos de gentrificação: La Barceloneta (Barcelona, Espanha); Puerto Madero (Buenos Aires, Argentina), Malasaña (Madrid, Espanha) e também alguns casos bastante estudados no brasil, como Lapa e Vidigal no Rio de Janeiro, e Vila Madalena em São Paulo, mas isto é assunto para uma outra conversa…

E por que eu deveria me preocupar com Gentrificação?
Olha, até existem especialistas que não “criminalizam” a gentrificação, por acreditar que este é um processo decorrente da chamada “Sociedade Pós-Industrial”, na qual as relações de consumo (demanda) ditam as relações de produção (oferta), e esta é uma condição natural e irreversível do nosso tempo. Há um debate profundo sobre isso, e a resposta sobre a gentrificação ser boa ou ruim… Bem, depende. Não dá para afirmar com certeza, ainda.
Mas desconfiamos que é mais nociva do que saudável. Por constituir um processo típico de especulação imobiliária, a gentrificação precisa de muito investimento e respaldo do poder público para atender à uma demanda de interesse privado. Ou seja, a cidade (enquanto “a coisa pública”) tem propensão a ser planejada de acordo com a vontade do interesse privado, que não necessariamente é a mesma vontade da população, e nem sempre vai ao encontro das demandas defendidas por especialistas em planejamento urbano.
Por outro lado, estudos recentes realizados nos Estados Unidos apontam que moradores antigos de bairros gentrificados não apenas não foram “expulsos” por conta da valorização imobiliária, como conseguiram, por causa da gentrificação, ampliar suas rendas. Apesar de serem inconclusivos, pois tratam mais de proprietários (que possuem renda sobre o imóvel) e menos de inquilinos (que pagam a renda para o proprietário do imóvel), os estudos colocam à prova alguns “mantras inquestionáveis” da corrente crítica da gentrificação, e abre precedente para a corrente que enxerga o fenômeno como algo saudável para a vida urbana contemporânea.
Do nosso ponto de vista, a gentrificação representa um grande perigo para as cidades, de maneira geral, porque independente de consequências saudáveis ou nocivas para o bairro que foi gentrificado, o grande problema está em mapear o que aconteceu com as pessoas que de fato foram forçadas a migrarem para outros lugares por conta do processo gentrificador: para qual bairro elas foram? Este bairro recebe os mesmos investimentos públicos, e desperta a mesma atenção que o bairro gentrificado? Acreditamos que a resposta seja negativa.
E, se para o bairro bonito pode tudo, e para o feio não pode nada, então não há um projeto de cidade inclusiva e democrática acontecendo nas nossas cidades. A gentrificação apenas será bacana e descolada de verdade quando todos os bairros puderem ver a renda de seus imóveis sendo elevadas, propiciando uma vida cultural, rica, vibrante, que respeite as tradições de cada lugar. Se não for por inteiro, então não vale.

Sobre o Autor: Emannuel Costa


Estudou geografia na graduação e urbanismo no mestrado. Acredita que cidades inclusivas, democráticas e vibrantes são possíveis.